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Casos de homonímia (9)

1. Ruço e Russo
“Ruço” é um adjetivo que significa com cabelos e/ou pêlos grisalhos (“Aos 20 anos já estava ruço”). Também tem o sentido de esmaecido pelo uso, surrado, velho e de complicado, perigoso (“a situação ficou ruça”). Já “russo” refere-se ao que é natural ou habitante da Rússia.
2. Era e Hera
“Era” significa, de acordo com o “Houaiss”, “período de tempo que serve de base a um sistema cronológico e que se inicia por uma data memorável” (“era cristã”, “era Vargas”). Já “hera” é uma planta trepadeira usada para o revestimento de muros e paredes (“hera-de-folha-larga”, “hera-européia”).

Veja a continuação: Casos de homonímia (10), o último.

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A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".