Pesquisar neste blog

Carregando...

domingo, 16 de novembro de 2008

Vale a pena ou vale à pena?

A primeira forma é a correta, sem crase.
Podemos analisar de duas formas. Primeira: A pena vale. A dor vale. Sujeito e verbo. Ao inverter a ordem, temos: vale a pena. Segunda: O esforço vale a pena. O esforço vale o sacrifício, não *ao sacrifício. De todas as formas, temos somente um artigo depois de “valer”, sem preposição. Portanto, sem crase.

17 comentários:

Mataya disse...

"Língua portuguesa no dia a dia" está errado!

O correto seria "Língua portuguesa no dia-a-dia"!

Com hífen, pois neste caso é NO dia-a-dia e não dia a dia!

dudaplay disse...

Colega, pelas novas regras gramaticais, agora o hífen nessa palavra é desnecessário, assim como cana de açúcar, porquinho da índia...

dudaplay disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
dudaplay disse...

Esse link pode lhe ajudar http://educacao.uol.com.br/portugues/reforma-ortografica/2009/01/30/hifen-palavras-compostas.jhtm procure o ítem LOCUÇÕES e veja como é bom querer tirar onda falando das coisas que não sabe HAHAHA!

João Américo disse...

kkkkkkkkkkkkk

Fabinho disse...

Muito obrigado por essa explicação, Telma. Me tirou uma dúvida de eras!!!

Giovanni disse...

dudaplay, desnecessário em "agora o hífen nessa palavra é desnecessário" está errado porque "desnecessário" significa que pode mas não precisa.
E reveja as tuas regras para "porquinho-da-índia"! Corrigiu a mulher errando duas vezes.

Giovanni disse...

Dudaplay gosta de corrigir os outros e erra duas vezes ao responder. Desnecessário significa que pode mas não precisa, logo errou já que dia a dia não tem mais hífen e pronto. E porquinho-da-índia continua com hífen. hahaha, kkkk, rsrsrsrs. Ridículo.

Marisa Telo disse...

A Língua Portuguesa é fascinante porque complexa. Por isso, é sempre arriscado corrigir o outro. Sempre podemos incorrer em novos erros. Aqui todos estão corrigindo os outros e errando também. É divertido, porque prova o quanto é complexa nossa esplendorosa e bela sepultura. O ideal é construir - como vejo que é o que pretende este blog - ajudar, trocar. Não corrigir, mas perguntar, pesquisar, apontar.

João Paulo Hergesel disse...

Mais fascinante ainda é o fato de eu entrar neste blog por acaso e me esbarrar com um comentário da Marisa Telo... rs!

O Semeador disse...

Será que um simples mortal também poderia participar... Uma discussão aberta de alto nível...
Marisa Telo
João Paulo Hergesel

Um pe la outro ca disse...

Cara, esta discussão está profundamente fecunda. Ainda bem que não sei escrever o português!

Liny Miller disse...

Amo seu blog,e sempre venho aqui tirar minhas dúvidas pois ele é um blog que VALE A PENA!
Bjus

http://blogluminoso.blogspot.com.br/

Bright Light disse...

Relativa a explicação. Ela faz sentido se "a pena valer" ou se a "pena vale". Contudo, por ser uma expressão provavelmente antiga, pode se referir ao ato de registrar algo notável com uma pena. Assim, vale à pena. E agora?

Bia Nogueira disse...

Meus caros, dei uma surfada na rede e encontrei esse post num blog, que assim como esse, é muito bom. Olhem só o que diz lá: "Deixei uma mensagem mais cedo no meu twitter perguntando se o seriado THE BIG BANG THEORY valia a pena. Daí, parei pra refletir em qual a origem da expressão “vale a pena”, adoro saber essas coisas. Bom, uma das versões eu conhecia da revista Aventuras na História que leio desde seu lançamento e diz:

“Pena” vem do grego poiné, como era chamado o dinheiro dado por um matador aos parentes de sua vítima – um tipo de indenização da época. Na mitologia grega, Poiné era ainda a deusa responsável por impor o castigo, ou seja, a pena. Alguns historiadores usam “poinas”, assim mesmo, no plural, para descrever os espíritos que se vingavam de quem matasse pessoas. O equivalente em latim, poena, virou sinônimo de dor, sofrimento e tipos de punição aplicados por juizados civis. O termo originou dezenas de palavras em diferentes idiomas. Antigamente, na França, usava-se a expressão para se referir a alguém bem remunerado – fulano valia o trabalho, o sacrifício. Ou seja, valia a pena.

Outra vem da mitologia egípcia e é mais a minha cara…hehe.
Segundo O Livro dos Mortos, uma vez preparado o cadáver e depositado no sarcófago, fazia-se uma procissão rumo ao túmulo e chegando lá o sacerdote realizava o ritual de abrir a boca da múmia, para que ela (múmia) voltasse à vida. Todo o material funerário, juntamente com o sarcófago e as oferendas, era depositado no túmulo, que, a seguir, era selado para que nada perturbasse o eterno repouso do defunto. Assim, o morto iniciava um longo percurso pelo mundo Além-Túmulo.
Anúbis, levava-o perante Osíris, o qual juntamente com outros deuses, realizava a chamada psicostasia, em que o coração do defunto era pesado. Se as más ações fossem mais pesadas que uma pena de avestruz, o morto iria para o Inferno Egípcio. Se passasse satisfatoriamente por essa prova, podia percorrer o mundo subterrâneo, cheio de perigos, até o paraíso (Campos de Iaru).
Assim, sua vida tinha que ser vivida de forma a valer a pena na hora do jugamento final."
Fonte:http://www.meunomenaoekerol.com/2009/10/como-surgiu-a-expressao-vale-a-pena/

Telma Iara Mazzocato disse...

Muito interessante a história, Bia Nogueira!
Obrigada por compartilhar aqui :)

O Dicionário Etimológico do Antônio G. da Cunha (Ed. Lexikon) explica que a palavra "pena", com o sentido de castigo, punição, sofrimento, vem do latim poena -ae, que por sua vez veio do grego póinē.
Entendo que o sentido seja o de valer o sacrifício, pois foi com esse significado que a palavra entrou no português e que a expressão "valer a pena" passou a ser usada.

Ainda que considerássemos a pena como o instrumento antigo usado para escrever, seria possível dizer "escrever à pena", "escrevi à pena", mas o verbo "valer" não faria muito sentido nesse contexto, não é?
Um vale (de quê?) escrito à pena é possível de se imaginar, mas ele não seria chamado de "vale à pena", seria um vale de alguma coisa (e não de como foi escrito).

Até vale a pena imaginar situações mirabolantes como essa, para se divertir um pouco... rs.

Junior Sozoviski disse...

Lembrete: As pessoas valem a pena pelo seu caráter, não por ter conhecimento em gramática!